Moraes questionou Mauro Cid sobre atuação de Bolsonaro no 8 de Janeiro

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O ministro do STF Alexandre de Moraes usou o depoimento de Mauro Cid, na quinta-feira (21/11), para tentar avançar nas investigações sobre a possível participação do ex-presidente Jair Bolsonaro no 8 de Janeiro.

Na oitiva, segundo apurou a coluna, Moraes questionou o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro sobre qual teria sido a atuação do ex-presidente da República na invasão às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

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Após Mauro Cid depor por 3h no STF, Alexandre de Moraes decide manter acordo de delação
Mesmo delator, Cid não deixou de ser indiciado por trama golpista

Mateus Salomão/Metrópoles

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O ministro do STF Alexandre de Moraes

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Após Cid depor por 3h no STF, Moraes decide manter acordo de delação
Mesmo delator, Cid não deixou de ser indiciado por trama golpista

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Mauro Cid e Bolsonaro durante a posse presidencial em 2019

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Após Cid depor por 3h no STF, Moraes decide manter acordo de delação
Mesmo delator, Cid não deixou de ser indiciado por trama golpista

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Aliados de Cid dizem que teria sido a primeira vez que o ministro do STF perguntou ao tenente-coronel sobre a eventual participação de Bolsonaro nos atos golpistas realizados após a posse do presidente Lula.

Mauro Cid poupou Bolsonaro

Segundo fontes do Supremo, Cid teria poupado o ex-chefe na resposta. O militar afirmou que não sabia de qualquer atuação de Bolsonaro no 8 de Janeiro, porque ambos estavam nos Estados Unidos no dia das invasões.

Ainda de acordo com essas fontes, Cid relatou que mora perto de onde funcionou o acampamento golpista Brasília e que viu o número de manifestantes diminuir após Bolsonaro deixar o Brasil.

No depoimento, Moraes também questionou o ex-ajudante de ordens se ele conhecia alguns dos empresários apontados como financiadores do 8 de Janeiro. Cid respondeu que não.

Moraes foi “objetivo”

Fontes que acompanharam o depoimento  dizem que a oitiva foi “rápida, direta e objetiva”. Moraes teria feito uma série de perguntas com objetivo de esclarecer alguns pontos da investigação.

Além do 8 de Janeiro, o ministro do STF questionou Mauro Cid sobre a reunião na casa do general Braga Netto em 12 de novembro de 2022, na qual um suposto plano para matar Lula teria sido discutido.

Cid reafirmou a Moraes que a reunião aconteceu na sala do apartamento de Braga Netto, em Brasília. O tenente-coronel disse, porém, ter participado apenas de parte do encontro e que desconhecia o suposto plano.

Segundo fontes do Supremo, Moraes não teria feito nenhuma pergunta a Cid sobre os inquéritos da falsificação de certificados de vacina contra a Covid-19 e o da venda ilegal das joias sauditas.

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