Desembargadora vota por absolvição de Moro; placar está 2 a 1 a favor do senador
A desembargadora Cláudia Cristina Cristofani votou para rejeitar o pedido de cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR).
O julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) foi retomado nesta segunda-feira (8), entrando em sua terceira sessão de análise.
O voto da desembargadora desempatou o julgamento, que agora tem um placar de 2 a 1 contra a condenação de Moro por abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
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“Para descobrir se houve gasto excessivo é obrigatório comparar, porque o abuso consiste em um super uso, em usar mais do que os outros. Até para saber se uma pessoa é alta ou baixa, é necessário compará-la com a média de altura das outras. A comparação é o que fará com que o elemento destoe do conjunto”, disse a desembargadora em seu voto.
“Os maiores gastos, os gastos milionários, não estão comprovados nos autos. E tem prova de que não foram feitos pelo Sergio Moro”, acrescentou.
Ainda faltam as manifestações de:
Julio Jacob Junior;
Anderson Ricardo Fogaça;
Guilherme Frederico Hernandes Denz;
e Sigurd Roberto Bengtsson.
As ações em julgamento foram movidas pelo PL e pela federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
O relator, desembargador Luciano Falavinha, votou, no dia 1º de abril, para rejeitar o pedido de cassação, absolvendo Moro.
O segundo a votar, José Rodrigo Sade, divergiu e votou, na quarta-feira (3), para condenar Moro.
Essa corrente aberta por Sade levaria à cassação do mandato do senador, deixando-o inelegível até 2030. Seria, então, necessária uma nova eleição para a escolha de um senador substituto.
Ações
O PL e a federação Brasil da Esperança acusam o ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça de ter desequilibrado a disputa ao Senado no Paraná por gastos que consideram excessivos durante a pré-campanha.
No final de 2021 e começo de 2022, Moro esteve em pré-campanha à Presidência da República. Depois, desistiu e tentou ainda disputar o Senado por São Paulo até ser barrado pela Justiça Eleitoral. Só então passou a concorrer em seu estado de origem.
Segundo as ações, esse contexto teria beneficiado Moro com estrutura, exposição e limite de gastos maiores, se comparado aos seus adversários que tentavam se eleger senador pelo Paraná.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Desembargadora vota por absolvição de Moro; placar está 2 a 1 a favor do senador no site CNN Brasil.
