Braga Netto joga batata quente para outro general no caso Marielle
Interventor da área de segurança pública do Rio de Janeiro quando Marielle Franco (PSol) foi morta, o ex-ministro e general da reserva Braga Netto foi citado no relatório da Polícia Federal sobre o crime.
O militar foi mencionado por ter assinado como interventor, em 2018, a nomeação do delegado Rivaldo Barbosa para chefiar a Delegacia de Homicídios do Rio na véspera do assassinato de Marielle.
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Rivaldo Barbosa chegando à sede da PCDF para exames no IML
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
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O trio ficou detido no Presídio Federal de Brasília
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O avião da PF com os três presos pousou em Brasília às 15h52
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Acusados de mandar matar Marielle Franco chegam a Brasília-0864
Momento em que os acusados começam a descer do avião da PF
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Chiquinho Brazão chegando à sede da Polícia Civil no DF para realização de exames no IML
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Nesse domingo (24/3), o delegado foi preso preventivamente por ordem do STF sob a acusação de ajudar a planejar o assassinato da vereadora, idealizado pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.
Nos bastidores, Braga Netto passou o dia tentando se desvincular do tema. Para isso, tentou transferir qualquer eventual responsabilidade pela nomeação de Rivaldo para outro general: Richard Nunes.
A pessoas próximas, Braga Netto afirmou que, como interventor, ocupava uma posição mais política e que cabia aos secretários vinculados a ele a escolha dos indicados para cargos como o ocupado por Rivaldo.
No caso do delegado, o ex-ministro tem dito a escolha teria sido do general Richard Nunes, que ocupava o posto de secretário de Segurança Pública da intervenção na época do assassinato de Marielle.
Braga Netto tem, inclusive, compartilhado o relatório da Polícia Federal sobre a investigação do crime para sustentar que estaria claro que teria sido Richard Nunes quem bancou a nomeação de Rivaldo.
